Antes da nossa conversa eu olhei o que dá para olhar de fora: os anúncios ativos na Biblioteca do Meta, o código do site página por página, o sitemap inteiro e os dois perfis do Instagram. O resumo é curto. Hoje existem quatro anúncios ativos na página da Perondi, dois deles de catálogo dinâmico. E o site não tem nenhum pixel, nenhuma tag de conversão, nenhum GA4. Anúncio de catálogo vive de reapresentar o imóvel para quem já olhou; sem pixel ele não tem essa lista. É a explicação mais provável para o volume de lead ter ficado abaixo do que a equipe consegue trabalhar.
Nada aqui é palpite sobre a conta de vocês — eu ainda não tenho acesso a ela. É tudo o que qualquer pessoa consegue verificar de fora, e por isso mesmo é tudo conferível. Biblioteca de Anúncios da Meta para o que está veiculando, código-fonte da home e de páginas de imóvel para medição, sitemap para o tamanho e a distribuição da carteira, perfis do Instagram para audiência e caminho do clique. O que eu não consegui ver de fora está marcado como pergunta na seção 07.
Dois entraram no ar em 30 de julho e dois em 3 de agosto. Os dois de agosto são de catálogo dinâmico — o título do anúncio vem do campo do imóvel, não de um texto escrito à mão. A Biblioteca só mostra anúncio que está ativo, então o histórico da agência anterior não aparece para mim.
Esse formato foi feito para perseguir quem viu o imóvel e não chamou. Sem pixel no site, não existe lista de quem viu: o anúncio só consegue rodar para público frio. É a diferença entre reapresentar a casa de 480 mil para quem passou dez minutos nela e mostrar a mesma casa para quem nunca ouviu falar da Perondi.
Campanha sem conversão instalada só consegue otimizar por clique, alcance ou início de conversa. O Meta entrega exatamente o que você pede: gente que clica. Volume de lead alto e qualidade baixa, ou volume baixo e nenhuma explicação — os dois sintomas saem da mesma causa.
Baixei a home e páginas de imóvel e procurei tag por tag. O que existe são preconnects que a plataforma Sub100 já entrega de fábrica (Google Analytics, Google Ads, RD Station) — são linhas que preparam a conexão, mas nenhum script correspondente está instalado. Na prática: a casa tem tomada, não tem aparelho ligado.
Sem Google Tag Manager, sem GA4, sem pixel da Meta, sem tag de conversão do Google Ads — nem na home, nem na página de imóvel. Nada do que acontece depois do clique volta para quem paga o clique.
A página do imóvel tem formulário de proposta (nome, e-mail, telefone) e o "alerta de imóvel". Os dois funcionam. Nenhum dos dois dispara evento — então não dá para saber qual anúncio, qual bairro ou qual faixa de preço gerou cada preenchimento.
O site inteiro aponta para o mesmo 44 99994-2121, e o link da bio do @grupoperondi vai direto para o WhatsApp, sem passar pelo site. Conversa boa, medição zero: o lead de anúncio entra misturado com o orgânico, com a indicação e com a placa na rua.
Há um chat (Firefly) instalado. Conversa iniciada por ali também não vira evento nem entra em nenhum funil — e esse costuma ser um dos maiores volumes em site de imobiliária.
Sem evento no site, o melhor que a campanha consegue comprar é gente que clica. Curioso e comprador custam o mesmo e chegam misturados no mesmo WhatsApp.
Com pixel e GA4 no ar, esses três viram evento medido. A partir daí dá para dizer qual imóvel, qual bairro e qual criativo geraram conversa — e o Meta passa a procurar mais gente parecida com quem conversou.
Visita marcada no CRM devolvida para o Meta como conversão. É aí que a campanha para de comprar volume e começa a comprar quem visita imóvel de 300 a 700 mil. Depende do CRM alimentado, e é por isso que tráfego e CRM andam juntos.
Sem número projetado de propósito. Qualquer projeção de lead ou custo por lead antes de eu ver a conta seria chute com cara de planilha — prefiro trazer isso na segunda conversa, com o histórico da conta na tela.
Isso saiu do sitemap do site, imóvel por imóvel. Não é a mesma pessoa comprando nos três lugares, e misturá-los na mesma campanha faz o algoritmo entregar para o mais barato dos três.
Núcleo da operação e o território da faixa de 300 a 700 mil. É onde a segmentação por bairro paga a conta.
Ticket e perfil de comprador diferentes de Maringá. Na mesma campanha, Sarandi rouba a entrega por ser mais barato de anunciar — e aí o relatório fica bonito e a comissão não vem.
Segunda casa e lazer: outro comprador, outra sazonalidade, e o único pedaço que faz sentido anunciar fora de Maringá.
Composição por tipo: 113 casas, 14 sobrados, 13 apartamentos, 6 terrenos, 1 chácara e 1 salão comercial. Os preços que aparecem na home vão de R$ 220 mil a R$ 3,9 milhões — a faixa que você trabalha é uma fatia dessa vitrine, e a campanha precisa refletir isso em vez de anúncio da carteira inteira.
Feed em carrossel, destaques de Obras e Dicas. Link da bio vai para o WhatsApp direto — ótimo para quem já decidiu falar, ruim para construir público: quem clica não passa pelo site e portanto não entra em nenhuma lista de remarketing.
"Mais do que imóveis, ajudo você a encontrar o lugar onde sua história começa." Reels de imóvel, bastidor de escritório, destaques por empreendimento (Porto Rico, Essence, Paseo, Jardim Alvorada, Almond). Em praça onde a compra passa por confiança pessoal, anúncio com corretora falando costuma sustentar custo por conversa melhor do que arte de imóvel — e esse acervo já existe, não precisa produzir do zero.
O Centro de Transparência do Google não me deixou confirmar sem sessão logada. O que dá para afirmar é o efeito: como não há tag do Google Ads no site, qualquer campanha ativa hoje está rodando sem conversão e sem remarketing. Em busca de imóvel, isso é caro.
Preciso ver histórico, verba, o que a agência anterior deixou montado e como o catálogo está alimentado (ele vem do Sub100 ou é planilha na mão?). Sem isso eu não faço projeção.
WhatsApp direto no celular da corretora, CRM, planilha? É o que define se a automação entra no primeiro mês ou depois — e se dá para devolver "visita agendada" como conversão para as campanhas.
Sem promessa de número, com entrega visível toda semana. A ordem importa: cada semana existe porque a anterior ficou de pé.
Se em algum momento o que a conta mostra não sustentar o que eu disse aqui, eu falo na hora. Prefiro perder a proposta a entregar relatório bonito com lead que a equipe não consegue trabalhar — que foi exatamente o que aconteceu da última vez.
Medição é meio dia de trabalho e não depende de refazer site, trocar plataforma nem aumentar verba. Enquanto ela não existe, qualquer real investido é opinião; depois dela, vira decisão. Começo por aí e a gente conversa de meta com dado na tela.